Imagem interna_1A comunidade Nossa Senhora da Agonia, em Itajubá, será, partir do próximo domingo, 05, reconhecida oficialmente como Santuário. A Eucaristia, na qual será oficializado o título, será presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, às 19h.

Do latim, “sanctuarium”, é o lugar para onde afluem peregrinos e romeiros piedosos, atraídos pelo santo que lá é cultuado. De maneira geral, essa atração dos romeiros é por algum milagre já acontecido no santuário, imagens e relíquias. Assim, o santuário é um local privilegiado da prática e devoção religiosa popular. É o local procurado por romeiros para uma reconciliação profunda com Deus e a Igreja já é diferenciado, e um santuário pode adquirir o seu título de aprovação pelo próprio costume.

Segundo informações do próprio site do Santuário Nossa Senhora da Agonia, o local tem recebido peregrinos e romeiros desde o início de sua história, e não são poucos os casos de curas físicas e transformação espiritual que foram relatados por pessoas que visitaram nossa Igreja.

A chegada da imagem de N.S. da Agonia à Itajubá
Foi nas vésperas do Natal de 1994, que a imagem de Nossa Senhora da Agonia chegou como um grande presente para o Brasil.

Tudo começou quando um rico português radicado no Brasil, Sr. Antônio de Lima Costa, nascido em Lanheses – cidade próxima aImagem Viana do Castelo, onde existe um Santuário dedicado a Nossa Senhora da Agonia -, teve a inspiração de trazer para o Brasil uma réplica da imagem de Portugal, para ser venerada numa Igreja, cujo terreno, no alto de um monte, ele próprio doaria à Diocese.

Tão logo se tomou conhecimento da existência desse terreno (mesmo sem a imagem ter chegado a Itajubá), as pessoas começaram a fazer “Vias-Sacras”, saindo da porteira da fazenda do Sr. Costa, seguindo as “estações” por uma estradinha de terra que contorna o monte, sendo rezada a “última estação” no local do futuro Santuário.

Com as obras da Igreja em andamento, a imagem de Nossa Senhora da Agonia ficar por um bom tempo na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, onde é venerada por muitas pessoas que começam a alcançar graças e mais graças pela sua intercessão.

Começa-se, então, um “sem fim de passeios” com a imagem, que vai em um andor para as praças e garagens de casas, onde são realizadas várias Celebrações Eucarísticas; aliás, a imagem não chega nem a ter um altar, mas é fixada permanentemente no andor, para facilitar a sua locomoção.

Enquanto isso, a Comunidade da qual Ela é padroeira começa a crescer e a se fortalecer com suas catequeses em garagens, terços nas casas, novenas nas praças e vias-sacras nas ruas e no Monte do futuro Santuário.

Foi então que, no dia 19 de maio de 1996, a imagem de Nossa Senhora da Agonia foi entronizada, por ocasião de uma cerimônia de Primeira Comunhão, numa pequena garagem, transformada em Capela Provisória, situada à Rua Prefeito Tigre Maia, em um terreno emprestado por um gentil morador de um dos bairros, que rodeiam o Monte escolhido para ser construído o Santuário.

Um ano depois, acontece, também numa Celebração de Primeira Eucaristia, a entronização do Santíssimo Sacramento nessa Capelinha, o que veio a fomentar ainda mais a vida em comunidade e as devoções eucarística e mariana.

Uma oração a Nossa Senhora da Agonia, composta por uma carmelita de Pouso Alegre, recebeu aprovação eclesiástica por ocasião de sua primeira festa aqui no Brasil; a partir de então, milhares de estampas da Virgem, contendo essa oração, estão sendo distribuídas por todo o território nacional e até mesmo fora dele.

Imagem internaNo Natal de 2000 começou-se a transferência da Comunidade para a Colina Sagrada, onde foi construído o “Rincão de São José” , barracão de madeira ao lado da majestosa construção do Santuário.

E, a começar da Semana Santa de 2001, as Celebrações foram todas realizadas no referido Rincão, com sucessivos tríduos, novenas, trintenas, vigílias e adorações noturnas, até que a Santa Missa se tornou diária em todas às 18:30 h, integrando a série de Rosários vespertinos e a Oração das “Mil Ave Maria” a cada domingo, destacando-se a Novena da Festa de Nossa Senhora da Agonia, com pregadores convidados e brilhantes celebrações.

A comitiva designada para trazer a imagem para Itajubá encontrou grandes embaraços para retirá-la do aeroporto. Além de uma quantia em dinheiro, que não se dispunha na ocasião, foram exigidos documentos que não tinham vindo de Portugal e, por isso, não era possível liberar a imagem.

Nossa Senhora da Agonia, em Portugal, é protetora dos pescadores, que a Ela confiam as suas “agonias” (lutas) travadas com o mar bravio daquela região e, por isso, não medem esforços para realizar essa maravilhosa festa que recebe, todos os anos, cerca de duzentos e cinqüenta mil romeiros nos três dias de festa: 18, 19 e 20 de agosto (dia de Nossa Senhora da Agonia).

 

Com informações e fotos do site do Santuário

 

 

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